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Mercado de Arte Segue em Crescimento, Segundo o UBS: Saiba Como Investir

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Em 20 de novembro de 2025, o quadro “El sueño (La cama)”, elaborada nos anos 1940 pela artista mexicana Frida Kahlo (1907-1954) foi arrematada por US$ 54,7 milhões (R$ 290,5 milhões) em um leilão na Sotheby’s. O valor foi cerca de 1 mil vezes maior que o leilão anterior, realizado em 1980, e transformou a pintura surrealista na obra mais valorizada de uma artista mulher na história do mercado de arte.

A temporada de novembro de 2025 foi considerada um divisor de águas para o mercado de arte global. A semana de leilões movimentou aproximadamente US$ 2,2 bilhões (R$ 11,7 bilhões), um aumento de cerca de 75% em relação a 2024. Isso mostrou a retomada da confiança dos investidores.

A tendência é global. A edição de 2026 do relatório UBS Global Art Market Report, divulgado em 12 de março, mostra que o mercado global de arte voltou a crescer em 2025. As vendas chegaram US$ 59,6 bilhões (R$ 316,5 bilhões), alta de 4% em relação a 2024.

Segundo o relatório, as vendas em leilões públicos aumentaram 9% para US$ 20,7 bilhões (R$ 109,7 bilhões) e as vendas em galerias foram de US$ 34,8 bilhões (R$ 184,8 bilhões). O que diminuiu foram as vendas privadas relatadas por casas de leilão, que recuaram 4% para US$ 4,2 bilhões (uma queda de 4%).

Transferência de riqueza

Segundo Paul Donovan, economista chefe da UBS Global Wealth Management, o relatório mostra que “o mercado de arte global que está se ajustando de forma ponderada. Embora o crescimento em 2025 tenha sido modesto e desigual entre as regiões, o mercado mostrou um grau de resiliência notável em comparação com muitos outros setores”, diz ele.

Donovan avalia que o ajuste está ocorrendo em paralelo a uma profunda mudança estrutural – a Grande Transferência de Riqueza, em que cerca de US$ 83 trilhões em patrimônio devem ser transferidos entre gerações nas próximas décadas. “À medida que a riqueza se concentra nas mãos de mulheres e de colecionadores mais jovens, a dinâmica familiar, as motivações para colecionar e as prioridades filantrópicas estão evoluindo, remodelando os padrões de colecionismo e o engajamento de longo prazo com o mercado de arte.”

Esse fenômeno se repete no Brasil. Não há estatísticas consolidadas, pois o mercado ainda depende bastante das transações individuais. No entanto, uma indicação do crescimento do interesse é o surgimento de produtos financeiros dedicados a investimentos em arte.

“Hoje observamos dois novos públicos que impulsionam o mercado brasileiro, onde o número de feiras não para de crescer: o colecionador que muda para imóveis maiores e busca obras ultracontemporâneas de até US$ 10 mil e o cliente com um patrimônio elevado, que busca blindar contra as crises por meio da diversificação”, diz Ana Maria Carvalho, diretora da Artk, braço especializado em obras de arte da fintech Hurst Capital.

Segundo Carvalho, mesmo em um cenário de juros altos, a arte continua atraente: “As condições atuais tornam as decisões mais estratégicas e abrem oportunidades para adquirir obras a preços competitivos. Investidores experientes conseguem identificar movimentos favoráveis e capturar valor”, afirma.

Mercado financeiro

O interesse crescente abre espaço para novos formatos de investimentos em obra de arte. A IOX, butique especializada em crédito estruturado e ativos alternativos, está lançando o FICART IOX Bellas Arts, fundo voltado à aquisição, gestão e valorização de obras de arte de alto padrão. O veículo está na fase final de estruturação e deve ser lançado ainda no segundo trimestre, dependendo da autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A estratégia do fundo se alinha com o contexto de crescimento do mercado global de arte, segundo os motivos indicados no relatório do UBS. O fundo vai formar um portfólio de obras por meio de aquisições no mercado primário e secundário. O desinvestimento será por meio de negociações privadas em galerias, feiras e leilões no Brasil e no exterior. A IOX já possui 35 obras, incluindo peças de artistas como Cândido Portinari, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake e Sérgio Camargo.

“A arte reúne atributos únicos, como escassez, proteção patrimonial e descorrelação”, diz Richard Ionescu, CEO da IOX. “No entanto, esse investimento exige curadoria rigorosa e análise de mercado, desde o histórico de preços do artista até o apetite global de colecionadores.”

Já a Hurst visa democratizar o acesso dos investidores ao permitir a compra fracionada de obras de artistas como Di Cavalcanti, Abraham Palatnik e Tomie Ohtake. A aquisição ocorre por meio de Certificados de Recebíveis (CR), com investimento inicial de R$ 10 mil.

Ao lado do investimento direto em obras, cresce também o interesse por financiar o próprio ecossistema de arte. A Artk lançou certificados de recebíveis para permitir que galerias brasileiras participem de feiras internacionais. A participação em um evento fora do Brasil pode responder por até 25% das despesas anuais, segundo a 7ª Pesquisa Setorial do Mercado de Arte no Brasil. A proposta da Artk permite investimentos em crédito atrelado ao desempenho da feira. “Compartilhamos riscos e ganhos com as galerias, com garantia fiduciária das obras envolvidas”, diz Carvalho.

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